História
São Miguel da Guarda ocupa uma área total de aproximadamente, 10 quilómetros quadrados e confronta com as freguesias da Sé, São Vicente, Arrifana e Alvendre.
Esta freguesia situa-se a nascente da cidade da Guarda e faz parte integrante da mesma. São Miguel da Guarda encaixa-se numa moldura rodoviária composta pela actual A25, VICEG e A23.
O território que, actualmente, constitui a Freguesia de São Miguel da Guarda foi habitado pelo Homem desde eras muito remotas. As condições geográficas assim o permitiram, pois deixavam que os povos se protegessem, dos ataques do inimigo. Perto do Outeiro de São Miguel foi encontrada uma peça única, datada da época achelense (Paleolítico). Trata-se de uma pedra talhada em quartzite escura e muito patinada, semelhante a muitas outras que seriam posteriormente encontradas no mesmo local.
Nesse local existiu um reduto castrejo, que foi mais tarde romanizado; esse reduto teria existido no cabeço da Maunça, a 941 metros de altitude, sobre a cumeada da divisória de águas das Ribeiras das Cabras e de Massueime.
O mesmo aconteceu durante os primeiros séculos pós fundação da Nacionalidade. Devido à sua posição estratégica, a Guarda desempenhou sempre um primeiro ponto, uma fortaleza sempre vigilante a qualquer movimentação para lá da fronteira.
Por volta do século XV, a cidade da Guarda era composta por oito freguesias: Sé, São Vicente, Nossa Senhora da Vitória São Tiago, São Nicolau, São Julião e São João Baptista. As três últimas já existiam por volta de 1500, enquanto pela reorganização administrativa de 1836, desapareceram todas as outras, à excepção das duas primeiras.
Em 1940, segundo Carlos Oliveira "A Guarda tem [presentemente] duas freguesias apenas- Sé e São Vicente". E não demoraria muito até que uma terceira fosse criada a de São Miguel da Guarda.